segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Porto do Açu em alta e deterioração do comércio em São João da Barra

São João da Barra, sede do porto do Açu, que após sete anos de construção, inciou a fase de operação na segunda metade de 2014, vê a deterioração do comércio local. 
O pior resultado, desde 2004, veio no ano passado, com a eliminação de 130 vagas de emprego. De acordo com este quadro, qual seria a política pública do atual governo para incentivar o comércio local? Adianto que a programação de verão não terá nenhum impacto, pois a história nos mostra, claramente, os resultados dessa politica. Os comerciantes do município devem se preocupar com essa situação que é muito grave.

domingo, 22 de janeiro de 2017

A movimentação do emprego formal na região Norte Fluminense em 2016

A região Norte Fluminense eliminou 2.167 empregos em dezembro, resultado pior do que o de novembro. 
No acumulado de janeiro a dezembro, foram 20.191 empregos eliminados, ou 8,36% do total eliminado pelo estado. O país eliminou 1,4 milhões de empregos em 2016.
Na região, o campeão de eliminação de emprego foi Macaé com 12.294 vagas, seguido por Campos com 5.532 vagas e São João da Barra com 1.436 vagas eliminadas no ano.
Na análise setorial em Campos, o setor de serviços eliminou 2.152 vagas, o comércio eliminou 1.617 vagas, a construção civil eliminou 1.283 vagas e a industria de transformação 1.250 vagas. De positivo, o único setor a gerar novos empregos foi o agropecuário com 932 vagas no ano.
Em Macaé, o setor de serviços eliminou 7.453 vagas, o setor de construção civil eliminou 1.838 vagas, o setor de comércio eliminou 1.266 vagas, a indústria de transformação eliminou 1.000 vagas e a extrativa mineral eliminou 724 vagas no ano.
Já em São João da Barra, a construção civil eliminou 956 vagas, a indústria de transformação eliminou 179 vagas, o comércio eliminou 130 vagas, o setor de serviços eliminou 106 vagas, a extrativa mineral 50 vagas e o setor agropecuário eliminou 15 vagas no ano. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Davos vê desemprego, exclusão e populismo como riscos imediatos

http://www.valor.com.br/internacional/4833714/davos-ve-desemprego-exclusao-e-populismo-como-riscos-imediatos


Desemprego, exclusão social, aumento do populismo, ameaças na área ambiental. Estes são os riscos mais imediatos à globalização das economias em 2017, segundo o Fórum Econômico Mundial.......

Valor Econômico.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Um maior orçamento público garante o bem estar da população?

A crise financeira que afeta, principalmente, os municípios produtores de petróleo do estado do Rio de Janeiro, reacende a discussão sobre a partilha dos tributos entre a união estados e municípios. Os críticos defendem uma maior parcela de transferência constitucional para que os municípios possam atender melhor a população. Essa tese simplista não leva em consideração a eficiência da alocação dos recursos públicos. O foco é só no volume.
Vejamos a comparação entre os municípios de São João da Barra, produtor de petróleo e sede do porto do Açu e Itaperuna, sem os benefícios desses grande investimentos.  
A seguir, a figura apresenta as receitas correntes realizadas no período de 2004 a 2015 para os dois municípios.













Podemos observar que as receitas correntes em Itaperuna só superaram as receitas de São João da Barra nos anos de 2005, 2006 e 2007. Nos outros anos as receitas de São João da barra superaram e muito as receitas de Itaperuna. 
Nesse caso, todas as condições nos levam a garantir que São João da Barra deve superar Itaperuna em termos desenvolvimento. Não é o que acontece.
A figura a seguir apresenta os indicadores de desenvolvimento municipal apurado pela FIRJAN.




Conforme podemos observar, na série de nove anos, somente em 2008 e 2011 São João da Barra superou levemente o índice de Itaperuna. Nos outros anos os índices de Itaperuna superaram os de São João da Barra. Situações similares podem ser encontradas, a exemplo Presidente Kennedy e Venda Nova do Imigrante nos Espirito Santo, dentre outros.
A questão é: Um Maior orçamento garante um maior bem estar da população? Parece que não!

Análise da atividade petrolífera na região em janeiro de 2016


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Reflexos da queda da previsão de investimento da Petrobrás na região Norte Fluminense


Os municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense, assim como os outros da Bacia de Campos, terão mais dificuldades em relação as receitas de royalties e participações especiais nos próximos anos. A previsão de investimento da Petrobrás para o quinquênio 2014-2018 era de US$220,6 bilhões. Com o agravamento da crise generalizada, associada a corrupção, valorização cambial e queda internacional do preço do petróleo, a petroleira atualizou a previsão de investimento no quinquênio 2015-2019 para US$130,3 bilhões. Esta semana, em função da falta de perspectivas, o valor do investimento previsto caiu ainda mais para US$98,4 bilhões, uma queda de 24,5%  do valor estimado inicialmente para esse quinquênio e um queda de 55,4% em relação ao quinquênio anterior. Esse quadro mostra que a Petrobrás perdeu a metade do seu valor de mercado nesta década.
Devemos esperar impactos profundos, já que a petroleira responde por 8,8% dos investimentos do país. Quanto ao estado do Rio de Janeiro, sua riqueza medida pelo PIB, concentra uma parcela importante de 30% nas atividades de petróleo e gás. Em função desse quadro, a queda das rendas de petróleo e ICMS tendem a se agravar. 
Vejam no gráfico, a acentuada queda das rendas de petróleo nos municípios produtores da região Norte Fluminense em 2015 com base em 2014. Campos foi o Município mais afetado com perda de 46,7% da renda, seguido por Quissamã com perda de 39,7%, Carapebus com perda de 38,5%, Macaé com perda de 34,2% e São João da Barra com perda de 29,4% no último ano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Movimentação de navios no porto do Açu: onde está a receita de tributos?



As receitas orçamentárias realizadas nos anos de 2015 e 2016 (janeiro a outubro), espelham a queda na receita de royalties de petróleo que caiu 47,25% no período, entretanto não refletem a movimentação de centenas de navios levando minério e bauxita para o exterior.  Em 2015 as receitas somaram R$338,3 milhões e em 2016 (janeiro a outubro), somaram R$187,4 milhões. Mantida a média do ano, a receita acumulada deve fechar R$224,9 milhões em 2016. O valor do orçado para 2017 é da ordem de R$322,5 milhões, ou seja, valor 43,4% maior do valor arrecada em 2016. Não estaria o orçamento de 2017 super avaliado?
De qualquer forma, o que chama atenção é a ausência de receitas oriundas da tão divulgada movimentação de navios no porto do Açu.