sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Taxa de produtividade do trabalho nos municípios selecionados





















A produtividade do trabalho, calculada através da variação real do Valor Adicionado por trabalhador, no período de 2004 a 2014, nos municípios selecionados, foi maior em São João da Barra. Foi calculada uma taxa real (descontada a inflação do período) para o município de 36,83%. Em segundo lugar ficou Itaperuna com uma taxa produtividade de 14,67%, seguido por Campos dos Goytacazes com uma taxa  2,17%. O Município de Macaé apresentou uma taxa de produtividade real negativa de (10,88%) no mesmo período. Os resultados mostram algumas contradições. 
A situação de Macaé, base das empresas do setor de petróleo, é preocupante, do momento em que o definhamento da produtividade do trabalho tende a piorar com a crise do setor e o próprio envelhecimento da Bacia petrolífera. 
Campos dos Goytacazes, município importante do estado do Rio de Janeiro, apresentou uma taxa real de produtividade muito baixa, considerando a existência de recursos potenciais, relacionados aos setores sucroalcooleiro, cerâmico, metal mecânico e pecuário. Os recursos oriundos dos royalties de petróleo não foram suficientes para potencializar negócios produtivos.
O município de Itaperuna, não produtor de petróleo e não beneficiado por grandes projetos baseados em recursos naturais, superou os municípios já analisados, com uma taxa real de produtividade do trabalho de 14,67% no mesmo período.
São João da Barra registrou uma taxa real de produtividade do trabalho de 36,83%, em função da localização do porto do Açu. O inicio das operações do porto em meados de 2014 possibilitou uma boa alavancagem do Valor Adicionado neste mesmo ano. Apesar do bom resultado, fruto dos investimentos externos, as atividades domésticas do município andam muito mal. Os setores de comércio e agropecuário apresentam baixa dinâmica, indicando que parte substancial da riqueza gerada internamente foge para outros centros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Val a pena ler de novo......


Neste momento que se inicia a campanha política, vale a pena resgatar a discussão seguinte, publicada em agosto de 2012.

Grussai é um potencial turístico natural que precisa de planejamento adequado para gerar negócios, emprego e renda em São João da Barra. Apesar da forte procura pelo balneário, as condições de infraestrutura são sofríveis. As ações pontuais e desintegradas da gestão atual não têm gerado resultados satisfatórios. O volume de gasto da ordem de R$ 56,0 milhões em turismo no período de 2007 a 2011 (janeiro a junho) gerou um saldo irrisório de 180 empregos, no mesmo período, no município. Ações fundamentais do governo Betinho Dauaire dirigem investimentos para infraestrutura e urbanização da orla, de maneira a dar vida a esse espaço, possibilitando bem-estar para os visitantes.

Complementarmente, o projeto da passagem a R$1,00 que visa integrar o município por inteiro, aproximará o balneário do centro da cidade e dos outros distritos, favorecendo a mobilidade dos moradores e criando uma melhor possibilidade de capacitação para que os trabalhadores da indústria do turismo.


O projeto Betinho Dauaire ainda contempla o planejamento de circuitos turísticos que integram pousadas, restaurantes, pequenas fabricas de alimento nas proximidades, visitação a patrimônios religiosos, culturais e recursos naturais, como indicações de negócios geradores de emprego e renda para o setor. Outras ações como o incentivo ao turismo científico, através da parceria com universidades e o uso sustentável das lagoas, rios e matas, são estratégias para fortalecer o turismo em benefício da população local.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O êxito socioeconômico local passa pelo uso eficiente da terra



As propriedades são vizinhas e se localizam nas proximidades do porto do Açu, em São João da Barra. A primeira, uma terra "nua", sem trabalho e que não gera nenhum tipo de riqueza. A segunda propriedade, no "sítio do Birica", o trabalho permite a geração de múltiplas alternativas de cultivo. Esse comparativo é importante para mostrar que a terra é uma dádiva e que, com a incorporação de trabalho e conhecimento, permite a geração de uma riqueza que insere os trabalhadores, alimenta a população, gera emprego, renda e combate a pobreza e a miséria. 

Neste momento em que os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos mostram forte fragilidade financeira, em função da dependência às rendas petrolíferas, as alternativas econômicas estão, exatamente, na terra. A crise do setor petrolífero tende a se aprofundar e esses municípios precisam pensar na produção de bens e serviços de valor agregado. 

Assim como quase todos os municípios do estado, São João da Barra é importador de alimentos. Como produz muito pouco, uma alternativa inicial seria o planejamento para aproveitamento dos benefícios do Programa Federal da Merenda Escolar. Nesse caso, deveria diagnosticar a demanda potencial, assim como, planejar e induzir a oferta agregada dos principais alimentos, a partir de um modelo de organização produtiva de cunho coletivo. Tal ação garantiria uma maior dinamização do setor agropecuário, com reflexos no avanço qualitativo da economia local.  O sucesso de um programa dessa natureza passa, necessariamente, por um maior comprometimento dos gestores públicos, maior envolvimento das lideranças não governamentais e efetiva interação com universidades e centros de pesquisa.


Proximidade das eleições municipais

POSTAGEM DE AGOSTO DE 2012

Pessoal, com o início dos comícios para que os candidatos exponham os seus projetos para SJB, proponho algumas discussões no nosso espaço virtual. Bem, Degredo recebe o candidato Betinho Dauaire. Esta região, seguindo em direção a área rural do quinto distrito (antigo), tem boas experiências no cultivo de folhas, legumes e verduras e sofre pela baixa produtividade e falta de apoio público. A solução do governo Betinho se estrutura a partir do diagnóstico da atividade e do planejamento da oferta, inicialmente, baseado na demanda da merenda escolar. Esta visão é justificada, já que a rede municipal compra de outras regiões, em torno de, 222 toneladas de alimento por ano, gerando emprego fora do município.


De posse do planejamento, o governo formulará uma rede de articulação que envolve, de um lado, a universidade e centros de pesquisas agropecuárias para a combinação e aplicação dos conhecimentos científicos e práticos e, do outro lado, os bancos oficiais com suas linhas de crédito específicas para a atividade. A aplicação do modelo se constitui em “projetos demonstração” que serão acompanhados por um grupo de conhecimento interdisciplinar, cujo objetivo é reconstruir a confiança abalada e incentivar mudanças de práticas que são nocivas ao produtor rural. A disseminação desse modelo visa gerar uma oferta de produtos de qualidade e alta produtividade que deverá ser compatibilizada com a criação de agroindústrias (produtos processados por grupos familiares). 

O governo lidera a coordenação desse modelo, já que terá o compromisso de articular conhecimentos que transforme a fraca agricultura de subsistência em uma agricultura com características empresariais, ou seja, agricultura a base de conhecimento, organizada em cadeias produtivas, produzindo produtos de alto valor agregado e capaz de gerar emprego, renda, qualidade de vida no campo e sustentabilidade. Esta é a estratégia para evitar a uma forte exclusão social de, aproximadamente, 7.000 pessoas que dependem dessa atividade e que não encontrarão oportunidade na atividade industrial. Por outro lado, é essencial manter a base agrícola do município para evitar a dependia alimentar a outras regiões.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Revista de Extensão da UENF

http://www.revextuenf.com/#!primeira-edicao/cee5

Prezados, segue a 5ª edição da Revista de Extensão da UENF. Abraços, e uma boa leitura.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Resultado da Balança Comercial do Brasil em julho de 2016

O saldo da Balança Comercial do Brasil foi superavitário em US$4.578 milhões em julho deste ano. As exportação somaram US$16.331 milhões e as importações US$11.752 milhões. No acumulado de janeiro a julho, o saldo foi superavitário em US$28.230 milhões, resultado de US$106.583 milhões de exportações e US$78.353 milhões de importações.
Na comparação com o mesmo período acumulado de 2015, podemos observar uma forte evolução do saldo superavitário que saiu de US$4.615 milhões para US$28.230 milhões. Esse crescimento, entretanto, é fruto de uma forte queda de 27,6% nas importações e não no aumento das exportações, que caíram  5,6% no mesmo período analisado.

Exportação de Petróleo

Os negócios com petróleo no comercio exterior apresentaram uma leve recuperação ao longo deste ano. O preço praticado vem evoluindo, mesmo que timidamente, assim como a receita em dólar. Entretanto, na comparação entre julho de 2016 e julho de 2015, podemos observar uma queda de 9,5% na receita em dólar e uma queda de 22,1% no preço praticado. Se voltarmos ao ano de 2012, essa queda chega a 60% na cotação do preço US$/ton.